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Ferreira de Castro. A Selva: Romance (Edição de Luxo com vinhetas de Roberto Nobre e colaboração de oito pintores). Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, [1939].
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Este mapa surge, também, incluído, fora de texto, da 9ª edição do romance (p. 302/303), acompanhado do seguinte texto, que transcrevemos com ortografia modernizada:
Quis
o ilustre cartógrafo brasileiro, Sr. Jaguaribe de Matos, um dos mais cultos e
dedicados colaboradores de Rondon, oferecer-nos, em nome dos Serviços de Protecção
aos índios do Brasil, este mapa do local onde decorre a acção de A Selva. É
curioso notar que a própria barraca de Todos-os-Santos — simples cabana solitária
no meio da floresta densa — que no romance tem um papel preponderante, também
no mapa figura com o relevo que se poderia dar a uma cidade. O facto explica-se
por essa barraca, perdida na imensidade amazónica e onde o autor deste livro
viveu, ser o ponto mais avançado do seringal Paraíso em relação às
misteriosas profundidades da selva, habitadas pelos índios parintintins.
No
mapa pode-se verificar, ainda o heróico esforço desses grupos de brasileiros
que, sob a égide do grande Rondon, penetraram naquele trecho de mundo virgem
abrindo postos na soledade da brenha imensa, arriscando a vida e até
perdendo-a, pois não poucos lá ficaram para sempre, trespassados pelas flechas
dos parintintins. E toda essa jornada civilizadora, cujos resultados práticos já
hoje constituem justo motivo de glória para Rondon e seus colaboradores, foi
efectuada sem se disparar um único tiro, apesar da fereza dos silvícolas, dos
perigos da floresta e até do cepticismo dos civilizados que residiam nas
margens dos grandes rios. É que, como se diz em A Selva, a missão
desses homens era de paz e não de guerra ; e, para que o seu sacrifício desse
frutos, preferiram morrer, a matar. Assim, o esforço despendido na pacificação
dos parintintins representa uma triunfante e notável obra de humanitarismo,
obra que só pode ser avaliada em todo o seu elevado mérito por quem conheça a
estranha região de que aqueles índios são os sombrios senhores.
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